A MANGA E O ANJO
Estávamos os quatro sob a mangueira; a mama,
a Duda, o Marco e eu. Jogávamos pedaços
de galhos secos e mangas verdes que já se encontravam caídas ao chão na
tentativa de derrubar algumas mangas maduras. As de ‘’vez’’ já julgávamos
suficientemente apetitosas.
Estava difícil colher manga daquela forma
naquele sábado e ríamos muito a cada vez que um dos galhos ficava preso entre
os ramos da mangueira ou quando calculávamos muito errado a localização da
fruta.
Assim passamos algum tempo e já íamos
desistindo quando algo inédito aconteceu: caiu uma manga madurinha e
perfeitinha bem à nossa frente.
Ficamos surpresos e muito felizes com aquele
fato.
Eu comentei: Passou um anjo por aqui. O
Marco comentou: Parece que foi o Sr. Mário (Sr.Mário é o Italiano, meu pai, que
faleceu há 13 anos) que jogou a manga para nós.
A probabilidade de uma manga cair bem na
frente de quatro pessoas naquele instante julgo que deva ser remota, mas
aconteceu.
E a manga estava deliciosa segundo o Marco.
Se foi um anjo não saberemos, porém foi um
acontecimento que nos enriqueceu o dia e até apelidamos a mangueira. Agora ela
é a ‘mangueira do anjo’.
sonia delsin

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